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SUS realizou mais de 14 mil cirurgias mamárias em 2025

Mais de 14 mil cirurgias mamárias foram feitas pelo SUS

Levantamento aponta aumento das cirurgias mamárias realizadas pelo SUS entre 2016 e 2025; reconstruções após mastectomia estão entre os procedimentos contabilizados

O número de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de aproximadamente 9 mil procedimentos para 14.213 operações em 2025. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica.

Ao longo dos dez anos analisados, o SUS registrou 90.648 cirurgias plásticas mamárias em todo o país. O levantamento considera procedimentos indicados para reconstrução das mamas e para o tratamento de diferentes alterações estruturais, não se restringindo a intervenções com finalidade estética.

Pandemia provocou forte redução nos procedimentos

Apesar da tendência de crescimento no período, os números sofreram uma queda expressiva durante a pandemia de covid-19. Em 2020, foram registradas apenas 4.547 cirurgias de mama, aproximadamente metade do volume observado em anos de funcionamento regular da rede.

Com a retomada dos atendimentos e procedimentos eletivos, os números voltaram a crescer nos anos seguintes, chegando a 14.213 cirurgias em 2025.

Maioria dos procedimentos não teve finalidade estética

Dos 90.648 registros contabilizados entre 2016 e 2025, 74.619 foram classificados como cirurgias plásticas mamárias femininas não estéticas, correspondendo a 82,3% das internações.

Essa categoria inclui procedimentos realizados por indicação médica para corrigir deformidades congênitas, assimetrias importantes e casos de hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas. Também entram nessa estatística cirurgias destinadas a reparar sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.

O levantamento também contabilizou 12.600 internações para reconstrução mamária após mastectomia com implante de prótese, além de outras 3.429 relacionadas à reconstrução depois de mastectomia total.

São Paulo lidera número de cirurgias

O estado de São Paulo apresentou o maior número de procedimentos registrados no período, com 30.265 operações. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 9.836, e Rio de Janeiro, com 9.115.

Os cinco estados com maior número de registros foram:

  • São Paulo: 30.265 procedimentos;
  • Minas Gerais: 9.836;
  • Rio de Janeiro: 9.115;
  • Rio Grande do Sul: cerca de 6 mil;
  • Bahia: 5.731.

O Sudeste concentrou 50.848 internações, o equivalente a 56,1% dos procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos realizados pelo SUS entre 2016 e 2025.

Norte teve 3 mil procedimentos no período

Entre as demais regiões brasileiras, o Nordeste registrou 15.985 internações, enquanto o Sul contabilizou 9.098. O Centro-Oeste teve 5.695 procedimentos e a região Norte registrou 3.022 internações ao longo dos dez anos analisados.

Os dados mostram que o acesso às cirurgias mamárias pelo SUS envolve diferentes necessidades de saúde, incluindo procedimentos reparadores e reconstrutivos para pacientes que enfrentaram doenças, tratamentos ou alterações que provocam impactos físicos.

O crescimento registrado na última década também acompanha a retomada dos procedimentos após a forte redução provocada pela pandemia, quando a prioridade dos serviços de saúde esteve concentrada no enfrentamento da emergência sanitária.

Fonte: Agência Brasil e levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ).

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