A carregar agora

Brasil defende Pix e sistema regulatório em resposta a investigação dos EUA

Brasil usa Pix como exemplo em defesa contra investigação dos EUA

Brasil rebate EUA e afirma que tarifaço prejudicaria empresas americanas, além de afetar comércio bilateral

Brasília – O governo brasileiro reagiu às discussões sobre a possível imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil e afirmou que a medida teria efeitos negativos não apenas para a economia brasileira, mas também para empresas norte-americanas que atuam no mercado internacional.

O posicionamento foi apresentado em documento encaminhado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no qual o Brasil contesta os principais pontos da investigação comercial aberta sob a Seção 301 e pede a suspensão de medidas unilaterais consideradas “inadequadas” para a relação bilateral.

Brasil defende sistema regulatório e cita impacto no mercado dos EUA

Na manifestação oficial, o governo brasileiro argumenta que o conjunto de políticas citadas pelos Estados Unidos não configura barreiras comerciais e que, ao contrário, o ambiente regulatório brasileiro amplia a concorrência e permite a participação de empresas estrangeiras em setores estratégicos.

Um dos principais pontos de defesa é o sistema de pagamentos instantâneos Pix, citado na investigação americana. Segundo o Brasil, a plataforma é uma infraestrutura pública neutra, aberta a instituições nacionais e estrangeiras, sem favorecimento a empresas locais.

O governo também afirma que companhias norte-americanas já operam dentro do ecossistema de pagamentos digitais no país e que não há restrições ao acesso de big techs ou instituições financeiras dos Estados Unidos.

Tarifa é classificada como medida “desproporcional”

O Itamaraty sustenta ainda que a proposta de tarifa de 25% seria uma resposta desproporcional e sem base técnica suficiente dentro das regras do comércio internacional.

Segundo a posição brasileira, medidas unilaterais desse tipo podem gerar distorções nas cadeias globais de produção, encarecer produtos e reduzir a competitividade de empresas americanas que dependem de insumos ou mercados externos.

Além disso, o governo reforça que o comércio entre Brasil e Estados Unidos historicamente apresenta superávit para os norte-americanos, o que, na avaliação brasileira, enfraquece a justificativa para sanções comerciais mais rígidas.

Negociação segue em andamento

A disputa ocorre em meio a negociações comerciais em curso entre os dois países, com prazo para definição de possíveis ajustes tarifários ainda em aberto.

O Brasil também indicou que poderá recorrer a mecanismos de reciprocidade econômica caso medidas unilaterais sejam adotadas, reforçando que busca uma solução negociada para o impasse.

Publicar comentário