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Operações retiram 134 toneladas de drogas e mais de 2 mil armas de circulação

Operações nacionais retiram drogas e armas das facções

Operações de segurança causam R$ 3 bilhões de prejuízo ao crime organizado em menos de dois meses

As operações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado já causaram um prejuízo estimado de R$ 3 bilhões às organizações criminosas em menos de dois meses de atuação. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e reúne resultados alcançados entre 12 de maio e 1º de julho em ações integradas realizadas em todo o país.

Segundo o ministério, o programa tem como principal estratégia enfraquecer as estruturas financeiras, logísticas e operacionais das facções criminosas por meio da apreensão de drogas, armas, bens e do bloqueio de ativos financeiros.

Mais de 18 mil pessoas foram presas

De acordo com o levantamento, as operações mobilizaram 17.175 agentes de segurança pública das esferas federal, estadual e municipal, resultando na prisão de 18.855 pessoas suspeitas de envolvimento com organizações criminosas.

As ações também retiraram de circulação:

  • 134,8 toneladas de drogas;
  • 2.159 armas de fogo;
  • 31.418 munições;
  • 93.667 pés de maconha destruídos.

Além disso, foram apreendidos imóveis, veículos e outros bens avaliados em aproximadamente R$ 723,1 milhões, enquanto o bloqueio de ativos financeiros alcançou R$ 324,9 milhões.

Estratégia mira patrimônio das facções

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o foco das operações vai além das prisões e busca atingir diretamente a capacidade financeira das organizações criminosas.

De acordo com o Ministério da Justiça, cada arma retirada de circulação, cada bem confiscado e cada ativo bloqueado reduz a capacidade operacional das facções e amplia a segurança da população.

Crimes violentos apresentam queda

O MJSP informou que os resultados das operações já refletem nos indicadores de segurança pública.

Na comparação entre maio de 2026 e o mesmo período de 2025, houve:

  • redução de 17,5% nos homicídios dolosos;
  • queda de 14,3% nos latrocínios;
  • diminuição de 38,7% nas lesões corporais seguidas de morte;
  • redução de 31,9% nos roubos de carga;
  • queda de 26,6% nos roubos de veículos;
  • diminuição de 71,4% nos roubos a instituições financeiras;
  • redução de 12% nos furtos de veículos.

Programa apresenta retorno financeiro

O governo federal afirma que o programa também demonstra eficiência econômica. Segundo o Ministério da Justiça, para cada R$ 1 investido, houve um retorno estimado de R$ 50 em recuperação de ativos, apreensões e bloqueios financeiros relacionados ao crime organizado.

O Programa Brasil Contra o Crime Organizado prevê investimentos de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão proveniente do Orçamento da União e R$ 10 bilhões financiados por meio de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos estados para fortalecer as ações integradas de segurança pública.

Objetivo é enfraquecer organizações criminosas

Lançado pelo governo federal em maio deste ano, o programa reúne forças de segurança federais, estaduais e municipais em operações coordenadas para combater o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas, a lavagem de dinheiro e outras atividades ligadas ao crime organizado.

Segundo o Ministério da Justiça, a estratégia busca reduzir a capacidade financeira das facções, ampliar a integração entre os órgãos de segurança e aumentar a proteção da população em todo o país.

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