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Servidores acusam AADESAM de exigir assinatura de documentos com data retroativa

AADESAM é acusada de exigir assinatura de documentos retroativos

Servidores denunciam demissões em massa na AADESAM e acusam agência de exigir assinatura de documentos com data retroativa

Denúncias de irregularidades trabalhistas provocam revolta entre funcionários e colocam a gestão da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) no centro de uma nova polêmica.

MANAUS – Servidores da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) denunciaram, na manhã desta segunda-feira (7), uma série de demissões que, segundo eles, teriam ocorrido de forma irregular. Vídeos gravados dentro da sede da agência mostram momentos de tensão, com trabalhadores cobrando explicações da direção e exigindo o cumprimento da legislação trabalhista.

De acordo com relatos feitos por funcionários, representantes da AADESAM estariam pressionando servidores desligados a assinarem documentos de rescisão com data retroativa. Caso a prática seja confirmada, poderá configurar violação da legislação trabalhista e motivar apuração pelos órgãos competentes.

Outra denúncia que gerou forte repercussão entre os trabalhadores envolve a demissão de uma servidora grávida. A Constituição Federal e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) asseguram estabilidade provisória à gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, salvo em situações previstas em lei.

As imagens que circulam nas redes sociais mostram servidores protestando contra as demissões, questionando os procedimentos adotados pela administração da agência e cobrando maior transparência na condução dos desligamentos.

A Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) é uma entidade do terceiro setor instituída pelo Governo do Estado do Amazonas para executar programas e projetos públicos, atuando como braço operacional da administração estadual em diversas áreas de políticas públicas.

Atualmente, a AADESAM é presidida pelo ex-vereador William Abreu.

As denúncias ocorrem em meio a um cenário de questionamentos sobre a gestão administrativa do Governo do Amazonas e podem ampliar o debate sobre a condução das relações de trabalho em órgãos vinculados à administração estadual.

Até o momento da publicação desta reportagem, a direção da AADESAM e o Governo do Estado do Amazonas não haviam se manifestado oficialmente sobre as denúncias.

Espaço aberto

A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da AADESAM, de seu presidente William Abreu e do Governo do Estado do Amazonas. Caso haja posicionamento oficial, o conteúdo será atualizado para garantir o contraditório e a ampla informação aos leitores.

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